sexta-feira, 24 de julho de 2009
Pensar dá trabaho
domingo, 21 de junho de 2009
Dos dias de sol
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Coisas boas e de graça
1. Coisas boas de fazer:
- Dar risada
- Atender às necessidades fisiológicas
- Viajar
- Assistir naturezas bonitas em geral*
- Aprender
2. Coisas boas de se fazer para os outros**:
- Comida
- Segurar a bolsa no coletivo e outras gentilezas
- Segurar forte a mão quando o outro sente medo
- Emprestar coisas
- Ensinar
3. Coisas que se faz e fazem bem aos outros e a nós mesmos:
- Abraçar
- Beijar
- Conversar
- Cafuné
- Um poema
4. Coisas que parecem boas mas nem sempre o são:
- Cócegas
- Piadas
- Cola
- Xaveco
- Uma mãozinha***
* Nesta categoria entram pores-do-sol, estrelas e luas, bichinhos, paisagens, água, flores e, quiçá, um e outro ser humanozinho.
** Este item, vale pontuar, se assemelha bastante ao seguinte, uma vez que é difícil ver alguém bem e não se sentir assim também.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Poema minutos
segunda-feira, 2 de março de 2009
Da janelinha
sábado, 28 de fevereiro de 2009
(pequenos) pudores e prazeres
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sobre Cinderela e outras modernidades antigas
Trabalho com crianças; as adoro. De maneira geral, temos um bom relacionamento (possivelmente porque nos identificamos). Gosto de livros, também, e vez por outra, incluo a contação de histórias na minha rotina laboral.
Semana passada li Cinderela para um grupo de uns dez. As meninas, claro, e os meninos mais novos que pediram (os mais velhos achavam a capa rosa demais).
Lá pelas tantas, história já decorada, comecei a divagar...
Lembram-se de Cinderela, caros leitores?
Aquela que de boa filha tornou-se criada amarrotada pela madrasta e as filhas invejosas. E que, pelas mãos da fada madrinha (sonho de qualquer um, uma fada madrinha só sua), teve a oportunidade de perder um calçado nas escadarias do castelo do bonitão Príncipe. Este, por sua vez, apaixonado e determinado em encontrar o pé amado, com todo o resto, enfim, sai pelo reino calçando donzelas enlouquecidas por galgar posições sociais.
Ok, pra quem ainda não lembrou do resto, ele encontra a tal da Cinderela e casa com ela, ponto. Tem a parte do viveram felizes pra sempre (que eu duvido um pouco, mas está lá) e fim.
Agora vamos à reflexão: gente, eles não sabiam o nome um do outro! Ele teve que caçar a coitada pelo sapato fedido (sim, fedido, afinal não me digam que ela dançou a noite toda, com aquele vestidão pesado e um sapato de vidro no pé e não suou aos borbotões) e ela só chamava o dito cujo pelo genérico "Príncipe".
E depois são os jovens modernos que saem beijando por aí, sem ao menos saber os nomes de batismo? E esses dois que, em 1967, resolvem se casar?
Ai, ai, ai...
O novo e o velho, assim como as demais contradições diretas, só existem, um em função do outro...
Ouvindo: "Olhar pra frente", Cachorro Grande.