domingo, 1 de dezembro de 2013

Sobre o tempo I

A gente conta o tempo
de um jeito diferente.
Eu, definitivamente,
não meço pelo relógio.
Prefiro o tempo das experiências:
ele não passa enquanto
não se aprende algo novo.

Outra vez

Escrever é algo que me torna mais eu mesma. É algo que faço há muito tempo e que resgata partes minhas, dá sentido a outras tantas.
E um blog - modo já antiquado de compartilhar e matar a fome de ideias - ainda me parece um jeito bom de ressignificar.
Eis-me na praça outra vez.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

La maison en petites cubes

Nossas memórias são caixinhas mesmo.
E que complicado abrí-las...

domingo, 29 de julho de 2012

Inverno

No inverno, há mais sol dentro da gente do que lá fora...
Mas que grande pena, se por alguma má intenção ou acidente, esse calorzinho interno resolve anoitecer:
fica tudo escuro, aqui e lá.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Memória da pele

"A pele é um órgão que reveste externamente o corpo, protege e é um espelho das nossas emoções mais fortes como o medo e a felicidade. Através dela é possível comunicar o amor e ter acesso à alma do outro...A pele funciona também como uma barreira, um limite quando não há rejeição, ou não há afetividade." (Noémia Viegas d'Abreu, 2001)

Dia desses, estávamos conversando sobre relações. O legal desse tema é que ele é tão transversal (falar de relações é falar de tudo o que é humano) que agrega, inclui. Particularmente, falávamos sobre o quanto o contato físico aproxima ou afasta as pessoas. E como esse código - do tato - determina uma série de valores que estarão implícitos na relação.
Tudo bem: falávamos sobre ir ao médico. E em como a relação de confiança era determinada se o doutor apertava a mão ou se tinha medo de fazer isso.
Ainda mais quando se trata de uma relação de vulnerabilidade, quando há um jogo de forças e, por algum motivo, uma das pessoas está ou é mais frágil.
Como isso acontece o tempo todo, não é?
E que memória particular tem a pele da gente...

domingo, 3 de abril de 2011

Aprender

Descobrir um mundo de possibilidades:
ver com os lábios,
ouvir com a menina (dos olhos),
sentir com os ouvidos.Pegar, mudar, moldar, transformar.
E, no fim
(que não existe, que não acaba),
descobrir que se sabe quase nada.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Algumas pessoas

Há pessoas que também dão de comer à nossa essência.

(e, muitas vezes, sequer sabem que o estão fazendo)

Preciso passar mais tempo com essas pessoas.

Preciso dizer a elas do bem que me fazem.

Preciso lhes mostrar que, ao menos em parte, são parte de mim também.